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CARTAS que NUNCA te ENVIAREI

A dor que não te disse e do amor que não direi jamais

CARTAS que NUNCA te ENVIAREI

A dor que não te disse e do amor que não direi jamais

Os Nosso Poemas

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À tua Procura

Saio à procura de ti nesta madrugada de solidão e te descubro nesse adormecer sereno onde teus suspiros percorrem o arco-íris colhendo cores para enfeitar a imensidão do teu olhar, enquanto as minhas mãos perfumadas de inocência buscam os fios prateados da lua para atar minh’alma na tua e te fazer reviver os momentos de nós dois... não me vês nem me sentes nesse teu sono de inocente sonhar, e enquanto dormes irei buscar o reflexo das estrelas que entram pelas frestas dos versos e canções sussurrados pelos amantes que embalados na poesia do tempo e na suavidade da noite entoam doces melodias nas janelas do Universo... dorme amor de minh'alma, para que eu possa atapetar o chão do teu adormecer com as flores que pelas colinas perfumadas de esperança hei de colher... apenas dorme... que o meu amor há de velar por ti!

 

Os teus Versos

 

Deito-me sobre tuas palavras e deixo que teus versos me acariciem e que tua poesia se entranhe no meu ventre e conceba em mim uma noite de sussurros e gemidos e de um gozo tão intenso que desvirginando esta saudade possa levar-te em taças douradas a promessa em sangue do meu amor por ti... tuas mãos ainda passeiam pelos segredos que o desejo escondeu no meu corpo nessa noite de magia e de tantas lembranças, criando um leito encantado de amor onde nos deitamos em lençóis enluarados de ternura e entrelaçados de paixão... te lembras, amor, quando nossos beijos e abraços se aconchegavam no regaço da madrugada para nos gerar uma manhã dourada de esperanças...

 

Palavras por dizer

 

Eu me sustento numa vertigem onde tua ausência se prolonga mais do que o meu suspiro pode suportar, pois existe dentro de mim uma loucura que é mansa e vislumbra um precipício aveludado por onde me fiz cair tantas vezes... e em tantos regressos me fiz... existem muitas palavras ainda por dizer, e bem sabes que nem todas podem ser escritas por não suportarem o peso da ternura ou a solidão de existirem para além de nós dois... perdoa-me se ainda tento te encontrar entre as palavras que ficaram perdidas naquele tempo, como a me lembrar que um dia nos descobrimos como almas gêmeas... perdoa-me se ainda volto e recolho as palavras no bosque onde as plantamos nas madrugadas tão prenhes de nós dois... perdoa-me se as mando para ti nas asas do vento que passeia pelos carnaubais e me traz o reflexo do que fomos, o eco do que falamos e a saudade do que sentimos... ah, amor meu, onde foi que nos perdemos de nós dois?

 

O meu vestido de estrelas

 

Houve um tempo em que eu me vestia de estrelas e rodopiava pela imensidão azul para que escutasses meu riso como se guisos fossem, e aconchegava as notas de doces canções de amor no regaço da madrugada para que ela embalasse teu sono... hoje, doce amor meu, eu misturo a minha voz entre os sons que esvoaçam pelo Universo e me escondo nas dobras da noite sem saber se ainda te interessam os guisos e se a tua lembrança consegue penetrar o segredo dos astros onde escondi meu riso com receio dos fantasmas que teimam em apagar da memória o tempo onde os sonhos floresciam... de vez em quando eu me visto de estrelas e espalho pelo ar o riso e o canto... ainda me ouves, amor?

 

Imaginação

 

Chegaste na minha vida no sopro das fadas que teciam as canções cantaroladas pelo vento, enquanto espalhavam mensagens de amor na imaginação dos enamorados... e simplesmente me entregaste teu coração numa bandeja enfeitada com o frescor do sol nascente, fazendo com que o Universo pintasse nos meus olhos as cores de todos os segredos guardados nas vestes das auroras que despontavam seu brilho em doces manhãs primaveris... mas eu já te pressentia naquelas madrugadas em que a minha alma solitária e triste te procurava nas dobras da alvorada que se entregava em delicadas teias a mais um dia, e quando chegaste, nos aninhamos nas asas dessa aurora que se enfeitou de ternura apenas para nos receber, e que já existia para muito além de nossos surpresos sonhos... chegaste assim, amor, na minha vida!

 

Anjos

 

Ah, meu lindo anjo, sabe o que mais dói em mim? é saber que não vivemos todos os sonhos que preenchiam nossas madrugadas prenhes de magia, enlevados que éramos na certeza da intensidade de um amor que se consumia nas dobras do tempo, despertando desejos e florescendo saudade... ah, essa dor de hoje perceber no meu olhar que vagueia perdido o quanto a alma se sente cansada e o coração se mostra vencido, dentro de toda essa fragilidade que explode no peito, que se inflama de qualquer jeito para suportar a tristeza de saber que não existem mais sonhos para se acalentar!

 

 

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